terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Consumo sustentável será tema da conferência ambiental

Produção e Consumo Sustentável, envolvendo a questão dos resíduos sólidos, será o tema da Conferência Nacional de Meio Ambiente, que será realizada em 2013. O anúncio foi feito pelo diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Nilo Diniz, durante o Encontro Nacional de Gestores Estaduais de Educação Ambiental, que reuniu em Brasília mais de 70 profissionais da área. O diretor disse que o assunto foi decidido pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
O encontro tem por objetivo promover o diálogo entre os agentes de educação ambiental, sob a coordenação do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (MEC e MMA), além de buscar o fortalecimento das políticas estaduais de educação ambiental.
A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, destacou que os planos nacionais elaborados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), como os de Produção e Consumo Sustentável (PPCS) e de Resíduos Sólidos (PNRS), têm diretrizes e ações dedicadas à educação ambiental, dentro e fora da escola, por ser um princípio e um instrumento estratégico para a sustentabilidade.
Ela lembrou que as iniciativas do MMA, nessa área, dialogam com o Ministério da Educação (MEC), e, quando são levadas aos estados, passam pelo entendimento dos órgãos estaduais ambientais, assim como com as entidades vinculadas do ministério (Ibama, Ana, ICMBio e Jardim Botânico do Rio de Janeiro).
A diretora do MEC, Érika Pisaneschi, informou que, em 2012, a Coordenação de Educação Ambiental daquele ministério terá recursos da ordem de 60 milhões para investir em escolas que desenvolvem ações na construção de espaços educadores sustentáveis. A IV Conferência Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente, a se realizar em 2013, terá como tema a Escola Sustentável, desde a etapa local, que já se inicia em 2012, até a fase nacional.
Entre os temas debatidos no encontro, que foi realizado de 12/12 a 14/12 do ano passado, no Hotel Carlton, estão a realização da IV Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente; o VII Fórum de Educação Ambiental, a se realizar em março, em Salvador (BA); e a II Jornada Internacional de Educação Ambiental, que acontece paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, em junho de 2012.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012



PORTO ALEGRE SEDIARÁ II ENCONTRO BRASILEIRO DE SECRETÁRIOS DE MEIO AMBIENTE




Encontro, intitulado "Articulação Política pela Sustentabilidade", reunirá secretários estaduais e municipais do meio ambiente nos dias 25 a 27 de janeiro no salão nobre do Ministério Público do Rio Grande do Sul.


Reeditando uma articulação entre a Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Centro de Altos Estudos em Sustentabilidade da Academia Brasileira de Filosofia, ABEMA (entidade que reúne as secretarias estaduais de Meio Ambiente), ANAMMA (a qual reúne as secretarias municipais), e da Secretaria de Assuntos Estratégicos e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, estará sendo realizado em Porto Alegre, no salão nobre do Ministério Público do Rio Grande do Sul II ENCONTROBRASILEIRO DE SECRETÁRIOS DE MEIO AMBIENTE, intitulado "Articulação Política pela Sustentabilidade", o qual reunirá nos dias 25 a 27 de janeiro os secretários estaduais e municipais do meio ambiente de todo o Brasil, durante a realização do Fórum Social Mundial Justiça Ambiental e Social.
O Encontro tem como Presidente de Honra a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, e como Homenageado in memorian o ex-Ministro do Meio Ambiente e ganhador do Prêmio Nobel alternativo, o gaúcho José Lutzenberger, ao qual será concedido postumamente o título de "Doutor Honoris Causa" da Academia Brasileira de Filosofia na abertura do evento. O homenageado será representado por sua filha, Lara Lutzemberger, Presidente da Fundação Gaia.
A ministra Izabella proferirá a Conferência Magna de Abertura do encontro, onde fará um apanhado geral do estado das coisas na área ambiental brasileira com vistas a RIO+20 intitulada "Articulação Política pela Sustentabilidade: Desafios e Perspectivas para a RIO=20".Outro nome de peso já confirmado na abertura doe vento é o Presidente Emérito do Instituto Ethos e idealizador do Forum Social Mundial, Oded Grajew, o qual falará sobre "Articulação Política pelas Cidades Sustentáveis".
O evento promete ser o grande polo de discussão da proteção ao meio ambiente e do desenvolvimento sustentável neste segundo semestre no Brasil. Serão debatidos temas centrais como segurança alimentar, novo modelo de licenciamento ambiental, implantação da política nacional de resíduos sólidos e o pacto brasileiro de recursos hídricos, entre outros. Para o coordenador-geral do evento, e presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, Deputado Giovani Cherini (PDT/RS): "O evento já é um sucesso pela grande articulação feita. Estamos reeditando a parceria vitoriosa que lotou de secretários de meio ambiente do Brasil inteiro o auditório Nereu Ramos em Brasília em outubro, na primeira edição do evento." Estarão reunida no evento as entidades representativas do meio ambiente, a Câmara, a Academia Brasileira de Filosofia, STJ, TCU. OAB, CNA, CNC, CNT, PNUD, Frente Ambientalista, três ministérios e dois órgãos da Presidência da República para juntos discutirem a sustentabilidade.
Ao final do encontro, na manha do dia 27, os secretários se reunirão em Assembleia-Geral para redigirem a Carta de Brasília, a qual será entregue aos presidentes da Câmara e do Senado e para a Presidenta Dilma. O encontro será encerrado com a conferência do Subsecretário-Geral das Nações Unidas e Diretor-Geral do PNUM, o diplomata alemão Achim Steiner, gaúcho de nascença.
As inscrições são gratuitas, através do email: meioambientecamara@gmail.com e maiores informações no site www.abema.org.br e pelos fone (51) 3221 - 9711.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012


ADMIN


(*) Luciano Pizzatto
Fruto de uma família de empresários florestais e da formação da primeira escola de florestas do Brasil na UFPR, que trouxe sua base de professores da Alemanha e outros países Europeus, e depois exportou seu conhecimento para iniciar uma revolução no continente Africano no meio de outras revoluções libertárias onde alguns colegas deram seu próprio sangue cumprindo seu dever profissional, como trágica morte em Moçambique, continuo a  ter a semente do manejo florestal dentro do meu ser.
Mesmo no período de formação acadêmica onde os incentivos fiscais fomentavam com ênfase as florestas plantadas, mantive a crença de que o  meio deve ser utilizado com seu potencial natural otimizado pela capacidade de engenhar e potencializado em uma sinergia sem fim.
Crença tão profunda quanto a surpresa de ter elaborado um projeto especifico e averbado no ex-IBDF registrando APPs e Reserva Legal em 1979, e após receber oficio de que tinha praticado ato patriótico por ter sido o primeiro no Brasil a cumprir neste tópico o Código Florestal, hoje, tema na sociedade e no Congresso Nacional de guerra quase campal e no fundo dissociada do verdadeiro tema da conservação por abdicar da ciência  e do bom senso. Ato na época com mapas feitos a bico de pena de nanquim, hoje adequados e facilitados pela computação ou a facilidade de imagens. Se o nanquim era patriótico, o manejo tecnológico atual também deveria ser, mas não é, tornou-se policialesco.
Mas o tema é manejo.
Centros de pesquisas que não conseguiam sequer engenheiros na década de 60 e 70, quanto mais com mestrado, iniciavam suas atividades na Amazônia, outros no sul, e a escola de florestas pioneira se multiplicou em dezenas pelo pais, com mestrados, doutorados, pós doutorado, e na atualidade a floresta nativa passou a ser tema onde de economistas a curiosos são entendidos e  ouvidos como protetores do nosso futuro, menos ou poucos engenheiros florestais.
Na divergência democrática, necessária, instalou-se o pior dos males, aquele feito em nome do bem !
Mas e o manejo? A ciência florestal com milhares de estudos, de alternativas, de mecanismos biológicos até a simples gestão dendrométrica, aplicada e aceita no mundo inteiro, uma unanimidade nas áreas passiveis de uso, passou a ser no Brasil atividade criminosa, quando não autorizada …. e raramente é autorizada, e o crime é a falta da autorização, portanto a autorização passou a ser instrumento discricionário, corrupto e político.
Os remanescentes florestais nativos no sul e sudeste, excluídos os protegidos, são hoje raros mosaicos de qualidade que existem por terem sido conservados exatamente pelo manejo, interligados por áreas degradadas, capoeiras e outros estágios, a espera da continuidade de uma coisa simples: manejo. Seja com seu enriquecimento, ou de qualquer outro sistema adotado. Manejo de longo prazo, vinculado ao próprio ciclo de vida das espécies manejadas, com ênfase a orientação do responsável técnico e da dinâmica do meio, e não um manejo politizado e tecnocrata, ao modelo dos projetos de reflorestamento ou os ultrapassados planos de corte de árvores plantadas, limitados a conceitos de blocos ou outra forma cartorial de garantir a incompetência de orientação técnica e fiscalização dos poderes públicos. Manejo fruto da história e da ciência, e não da satisfação centralizadora em um Estado que descobriu o caminho do controle político do meio.
E porque não fazer? Qual a força que dominou toda uma academia permeando os órgãos públicos, e convenceu a sociedade que o não uso das florestas é o caminho da salvação, fazendo ouvidos surdos aos que ainda ensinam esta ciência ou letra morta as leis que determinam sua execução, em um discurso na contramão de todos os países desenvolvidos que continuam a utilizar o manejo.
Como conseguimos errar tão profundamente na tentativa de fazer o bem.
Quando vejo que a mesma propriedade rural considerada patriótica na década de 70, depois modelo com premio de ecologia na década de 80, após pioneira em certificação florestal e base de uma economia geradora de milhares de empregos, incluindo das dezenas de pesquisadores que apoiavam as atividades de manejo, se transformou em foco de “crime ambiental”, e com a paralisação do seu manejo na perda da capacidade de conservar espécies ameaçadas, do chamado sustentável, tento encontrar a resposta de como fomos chegar a este erro.
Quando vejo estagiários de engenharia florestal achar que manejo é destruir o planeta, e afirmar isto no meio de milhares de araucárias manejadas a quase um século, frente ao testemunho do erro de milhões de hectares vizinhos sem manejo e sem nenhuma arvore, tento descobrir onde nossa primeira escola de florestas foi perdida e hoje cria céticos que negam oque seus próprios olhos deveriam comprovar.
Temos a obrigação moral, técnica e humana de dar um basta a este confronto ideológico danoso, a legiscracia que troca pareceres especializados por artigos ou parágrafos de resoluções como dogmas, e resgatar a ciência florestal, mostrar aos meios de comunicação oque é realmente o manejo, exigir os poucos direitos que sobraram no emaranhado legislativo, e passar a apreciar a profissão florestal, de engenheiros a biólogos, caminhando nas florestas e tendo  o direito de engenhar, de construir  a proteção florestal necessária ou determinando o uso do que é passível.
E nenhum ato protetivo é excludente as ações de manejo. São partes do mesmo processo, só não se sustentam se continuarem a ser realizados em parte ou isolados, onde a preservação torna-se discurso relevante por ser agradável e politicamente correto e a conservação no conceito amplo é limitada, complexa para os simplistas, impedindo-se até mesmo a difusão do que seja o manejo para rendimento sustentado.
A coexistência é defendida em todos os ambientes teóricos, e na pratica combatida nas ações, em uma incoerência insuportável. Defendemos RLs de 20 a 80%, que é o mesmo que defender áreas de uso (oque sobra das RLs e APPs) de 80 a 20% ! E melhor que converter estas áreas florestais em outros usos – que não é mérito deste artigo – é preferível defender que o direito de uso seja pela opção do uso florestal, pelo manejo.
O conflito atual está em dar obrigações e direitos, e depois só usar o poder discricionário de fiscalizar e impor as obrigações, com rapidez, e os direitos, se perderem em processos intermináveis com imenso esforço contrario, quando também deveria ser eficiente, rápido e estimulado. Proteção e uso é a mesma coisa, desde que dosados para cada situação, com a mesma vontade de realizar através da aplicação do conhecimento.
Temos de ensinar nas escolas primarias como é importante plantar arvores, e como importante depois é manejá-las, no mínimo quando morrerem! A nova geração não pode ser enganada, nem em nome da boa intenção. Tem que aprender a dizer não e sim, quando e pra que.
Ganhamos tecnologia, satélites, comunicação, equipamentos e trocamos estas comodidades pelo que sabíamos, pela experiência dos erros e acertos, pelo esquecimento da história florestal e de que o futuro irá nos atropelar e cobrar o silencio por acharmos que fazemos o bem.
No Manejo Florestal espero em breve voltar a falar de ciência, e muito pouco de policia.
* É engenheiro florestal, especialista em direito socioambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


Governo debate normas para o tratamento dos resíduos 
O País começa a organizar um sistema de destinação final adequada a produtos e embalagens potencialmente poluidores do ambiente
Clarisse de Freitas
JOÃO MATTOS/JC
Setor de óleos lubrificantes e prepara um software específico para facilitar  a logística
Setor de óleos lubrificantes e prepara um software específico para facilitar a logística
O Ministério do Meio Ambiente estima que os primeiros editais para estabelecimento de acordos setoriais de logística reversa sejam publicados nos primeiros meses deste ano. O setor de lâmpadas, entretanto, aguarda a publicação para os primeiros 15 dias do ano. Essa cadeia produtiva e a de óleos lubrificantes devem ser as primeiras a definir seus modelos de recolhimento e reciclagem de embalagens e produtos usados.
A determinação para que as indústrias e empresas importadoras assumam a responsabilidade pela destinação final dos produtos é um dos pilares da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305, publicada em agosto de 2010. A lei diz, ainda, que a responsabilidade pelo manejo adequado é compartilhada também por distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana.
O governo vem reunindo periodicamente fabricantes, importadores e especialistas em reciclagem para lançar as bases do edital e construir os modelos que devem ser apresentados. A proposta é que todas as cadeias produtivas tenham definidos seus modelos de recolhimento, descontaminação e reciclagem, mas a implantação deve começar por cinco indústrias: embalagens de óleos lubrificantes e seus resíduos; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio de luz mista; medicamentos; embalagens em geral e eletroeletrônicos.
Os editais farão a convocação para que as empresas e entidades setoriais apresentem propostas de logística reversa, ou seja, de como o produto voltará do consumidor final para a indústria ou distribuidora para uma destinação adequada. O ministério do Meio Ambiente, porém, não revela um calendário para a publicação dos editais. Afirma que eles serão divulgados “assim que os estudos de viabilidade técnica e econômica, além de subsídios para elaborar as propostas de modelagem da Logística Reversa para o Edital de chamamento forem suficientes”. Cada acordo setorial deverá prever um cronograma específico e metas numéricas de reciclagem.
Maurício Bisordi, conselheiro da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), explica que a dificuldade de estabelecer as políticas reside nas particularidades de cada cadeia produtiva. Ele exemplifica, comparando o recolhimento de embalagens de agrotóxicos (onde a logística reversa funciona há bastante tempo e é facilitada por ter uma cadeia de comércio bem definida, com poucos elos) e o de embalagens de iogurte.
“Agrotóxico pode conter resíduo de material perigoso, tipo 1. Toda a distribuição está mapeada. Já o iogurte é resíduo comum, domiciliar e o consumo está pulverizado. Então a separação envolve o responsável pela coleta de lixo doméstico. No planejamento do governo, essas particularidades foram separadas para que a implantação fosse mais rápida e, por isso, não temos uma diretriz única.”
Para ele, o funcionamento da logística reversa depende de dois fatores: a conscientização do consumidor e o preparo da cadeia para recolher e dar destino ao material descartado. Os desdobramentos, entretanto, são vários. Se as pesquisas apontam a boa vontade dos cidadãos (99% dizem que separariam o lixo se tivesse um sistema de reciclagem eficiente), é preciso intensificar as campanhas educacionais sobre a separação nos domicílios e pontos de consumo.
Na cadeia logística, um dos grandes gargalos apontados pela ABLP é o controle do produto distribuído no mercado e o cruzamento desses dados com a coleta das embalagens. Bisordi, que é sócio da MB Engenharia e Meio Ambiente, conta que a cadeia de óleos lubrificantes, onde atua, está desenvolvendo um software com essa função. Criado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicon), o programa dá acesso a indústrias, geradores (postos de gasolina e empresas de serviços automotivos) e órgãos ambientais aos dados de comercialização e devolução de embalagens.
Outra questão polêmica é a cobrança de tributos sobre as cargas de material reciclável. “Há entre os estados uma diferença de alíquotas. O Rio Grande do Sul isenta de ICMS a circulação de resíduos coletados, mas é preciso pagar o tributo para levar a carga para a indústria de reciclagem no Paraná. Deveria haver harmonização na isenção, o que daria incentivo à reciclagem e melhoraria a remuneração da cadeia. ”

Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=83253

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

BOAS NOVAS!

Primeiramente, queremos desejar a todos nossos clientes e amigos um ano cheio de paz e grandes realizações.
Na sequência, queremos compartilhar algumas de nossas ações neste início de caminhada, informando que estamos fazendo parte do quadro de associados da FEDERASUL (Associação Comercial de Porto Alegre) e em breve estaremos no quadro de associados da MICROEMPRA – Associação das Empresas de Pequeno Porte da Região Nordeste do RS. Este é só o começo, pois nossa meta é trabalhar e crescer em conjunto!
Grande abraço!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A Gestão Ambiental na Empresa

Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo lutam por esta nobre causa, tentando mostrar os perigos iminentes de uma postura agressiva ao meio em que vivemos, e os riscos concretos que corremos.

Esta consciência coletiva vem crescendo dia-a-dia, transformando culturas, quebrando velhos paradigmas e obrigando todos a darem sua colaboração por uma justa causa, a saúde do nosso Planeta. 
Um dos últimos grupos a integrar esta luta, e talvez o que traga resultados mais diretos em menos tempo, é o setor empresarial. Movidos pela exigência de seus consumidores, inicialmente europeus, as empresas começaram a perceber que seus clientes estavam dispostos a pagar mais por produtos ambientalmente corretos, e mais, deixar de comprar aqueles que contribuíam para a degradação do Planeta.
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Além disto, esta pressão popular atingiu também os governos, os quais passaram a estabelecer legislações ambientais cada vez mais rígidas, fazendo com que as empresas tivessem que adequar seus processos industriais, utilizando-se de tecnologias mais limpas.
Esta mudança na percepção da questão ambiental obrigou o setor industrial, a desenvolver e implantar sistemas de gestão de seus processos de maneira que atendessem a demanda vinda de seus clientes e cumprissem com a legislação ambiental vigente.
A estes sistemas denominaram Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Com estes sistemas, os empresários começaram a verificar que uma postura ambientalmente correta na gestão dos seus processos refletia diretamente em produtividade, qualidade e conseqüentemente melhores resultados econômico-financeiros.
Além disto, como uma forma de verificar e divulgar quais as empresas que realmente apresentam uma postura ambientalmente correta, estabeleceu-se sistemas de avaliação de desempenho ambiental, com normas e critérios padronizados para o mundo todo. O conjunto de normas mais conhecido é o da série ISO 14000.
A implantação de um sistema de gestão ambiental, por uma empresa, pressupõem e exige um forte comprometimento de sua direção e colaboradores com o meio ambiente. Não basta apenas anunciar que seus processos não causam danos ambientais, é preciso provar.
A implantação de um SGA e a obtenção de um certificado ISO 14001 jamais pode ser simplesmente uma jogada de marketing ou o cumprimento de uma cláusula comercial, pois mais cedo ou mais tarde, esta verdade será mostrada, com prejuízos ainda maiores para a empresa.
Esta decisão deve ser baseada em uma análise criteriosa dos benefícios a serem obtidos e dos recursos a serem utilizados. É fundamental lembrar que uma vez obtida a certificação, este compromisso passa a ser permanente, exigindo uma mudança definitiva da antiga cultura e das velhas práticas.
Contudo, o gerenciamento de um processo, por meio das ferramentas de um Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA) possibilita inúmeros ganhos de produtividade e qualidade, além da satisfação das pessoas envolvidas diretamente naquele processo, pois estes aprendem que sempre é possível fazer melhor e percebem a evolução da qualidade de seus serviços.
E o mais importante neste processo: o cliente passa a confiar muito mais na empresa e em seus produtos.
Atuar de maneira ambientalmente responsável é ainda hoje um diferencial entre as empresas, destacando-as neste competitivo mercado.
Porém, em breve, este diferencial se transformará em um pré-requisito e quanto antes as empresas perceberem esta nova realidade maior será a chance de se manterem no mercado.

Revista Sanare V.12 julho a dezembro de 1999 Péricles S. Weber, Engenheiro Químico, Coordenador do Grupo Específico de Meio Ambiente da Sanepar.

Veranistas deixam rastro de 30 toneladas de lixo por dia nas areias de Capão da Canoa

Um problema histórico se mudou para a praia. E de nada adianta propaganda de conscientização ambiental. O povo anda muito desligado. Não são todos. Mas, em geral, aproveitam o dia de praia e viram as costas deixando os restos do que consumiram atirados na areia.

Essa atitude é o que tira o paradeiro do quiosqueiro Luiz Claudio Junior, 39 anos. Ele passa dia e noite fazendo uma varredura no trecho da orla que compete a ele. Nesta sexta-feira, sob o sol forte do amanhecer de Capão da Canoa, com temperatura de 24°C e exposto ao vento de 10 km/h, Junior repetia os movimentos diários, das 7h30min até as 8h, tudo para esperar os clientes com a casa limpa.

— Não adianta muito. Passo o dia todo corrrendo atrás da sujeira. Limpo porque acho que fica bonito — diz o quiosqueiro.

Tem de tudo rolando pelo chão. As baganas de cigarro são os mais difíceis de retirar. Os palitinhos de picolé são os mais preocupantes, pois se escondem na areia e machucam as crianças, argumenta Junior. Mas os campeões são sabugos de milho e cocos.

O coco, aliás, é um campeão. Das 30 toneladas de lixo que a prefeitura de Capão da Canoa recolhe diariamente da orla, 20 é só de coco. Conforme o secretário de Obras do município, Davenir Lima de Lima, tem um caminhão só para isso, com destino próprio. O produto vai para uma unidade de reciclagem, onde é picado para ser transformado em adubo orgânico.

— No final de semana esses números dobram — alerta o secretário.

A dica de Junior, o quiosqueiro, é simples e pode fazer a diferença: traga uma sacola de casa e leve os restos da comida até uma lixeira ou para a casa com você. E não tem desculpa: se esquecer, vá até o quiosque mais próximo, que eles te doam uma sacolinha. Só não tem desculpa para o esquecimento do lixo na beira da praia.